Colleen Hoover lança mais uma pedrada e mostra que não há limites para criar uma história que cative o público leitor.

Até onde você iria para escrever o livro que poderá mudar sua vida? É com essa premissa que Colleen Hoover, autora best-seller do “New York Times”, lança sua mais recente obra: “Mulher Em Queda”. Com mais de 6 milhões de exemplares vendidos em sua carreira, a autora lança um thriller viciante e por vezes perturbador, que mostra uma escritora em ruínas encontrando um detetive enigmático que pode ser sua salvação… ou sua perdição.

A protagonista Petra Rose é uma autora que tenta reconstruir a carreira após enfrentar uma polêmica envolvendo a adaptação de um de seus livros. Em busca de isolamento e inspiração para uma nova obra, ela se muda temporariamente para uma cabana à beira de um lago, onde conhece Nathaniel Saint, um detetive reservado e cercado de mistérios. A convivência com o investigador passa a influenciar diretamente a criação de seu novo romance de suspense, mas à medida que Petra se aproxima de Nathaniel e incorpora alguns pontos de sua personalidade, ela enfrentará situações que mostrarão os riscos de ultrapassar a fronteira entre ficção e realidade.

Colleen sabe prender a atenção de seu leitor e leitora, mesmo que às vezes para isso, ela utilize de métodos não muito convencionais, como por exemplo relatar com uma riqueza de detalhes cenas angustiantes do conturbado romance (ou caso) entre Petra e Nathaniel. Claro que não darei mais spoilers à respeito do enredo, mas é fato que a cada capítulo, quando você menos perceber, está no meio de uma trama bem perturbadora de domínio, manipulação e principalmente um certo amor doentio.

Isso não significa que o livro seja ruim. Muitooo pelo contrário, ele te pretende e não se torna tedioso, com exceção dos últimos capítulos, onde senti uma pequena barriga e uma certa dificuldade da escritora de terminar o livro no auge. Mesmo assim, as últimas páginas deixam com um gostinho de quero mais, especialmente dando a entender que poderá haver uma continuação, ou estimulando o público a esmiuçar sua criatividade para imaginar como seria uma parte 2 de uma saga repleta de reviravoltas, golpes e capítulos intensos.

Em alguns momentos, sinto que a Collen perdeu a mão ao dar uma riqueza de detalhes em cenas que, ao meu ver, seriam muito mais interessantes se elas fossem subtendidas e que deixassem ao leitor o prazer de formentar um debate no melhor estilo “Dom Casumurro”.

Porém, o livro termina com um resultado muito positivo para mim, ao mostrar uma cativante, e principalmente que nos faz pensar sobre até que ponto um ser humano chega para conquistar o que almeja, ou fingir que está conquistando o que almeja. Dando uma nota 8,5, considero “Mulher Em Queda” um baita livro de cabeceira. E parabenizo novamente a maravilhosa Sophia Abrahão pela oportunidade dada de conhecer tantos títulos incríveis com o seu “Clube do Livro”.

Gostou do post? Nos siga no Instagram (@culturalmundo) e fique sabendo de tudo sobre o blog, além de conteúdos exclusivos.