Biografia traz um relato sincero e apaixonante por um revolucionário da dramaturgia brasileira.

Além de ser apaixonado por biografias, sou fascinado por novelas e por tudo o que a dramaturgia nacional pode nos proporcionar. Quando um livro une estas duas paixões minhas então, eu logo trato de adquiri-lo e colocá-lo para furar a fila das minhas leituras e foi exatamente isso que aconteceu com “Gilberto Braga – O Balzac da Globo”.

Concebido e escrito inicialmente pelo saudoso Artur Xexéo e depois redigido pelo grande jornalista Maurício Stycer, o livro traz um relato sincero e arrebatador sobre um dos maiores escritores da cultura nacional e que revolucionou a dramaturgia brasileira, com seus êxitos, conquistas e também fracassos. Isso é o mais interessante da biografia, pois ela não é de forma alguma chapa-branca, isto é, não esconde situações trágicas e eventuais dissabores que ele enfrentou ao longo de sua carreira.

As origens de sua família, curiosidades que nunca soubemos antes, além do contato inicial com a dramaturgia e o jornalismo. Todos estes pontos são mostrados na primeira parte do livro e essa pode ser considerada como praticamente inédita para muitos leitores e fãs de Gilberto, que sempre foi muito discreto sobre sua vida pessoal e usava seus textos como uma forma de diário íntimo e pessoal.

Já a segunda parte do livro faz a alegria de todo noveleiro, pois são descritas absolutamente todas as novelas e minisséries que o escritor fez para a TV, além de alguns projetos especiais. Há muitas informações de bastidores super valiosas e que nos dão uma vontade imensa de acompanhar cada folhetim como se fosse a primeira vez, já que temos a oportunidade de mergulharmos em cada história e acendermos a paixão pela arte do Brasil.

O estilo da escrita de Artur Xexéo, combinado com o de Maurício (que assumiu o projeto após o falecimento do primeiro), trazem uma leitura fluida e muito agradável, que não te faz largar em nenhum momento das mais de 300 páginas, com muita riqueza de detalhes e momentos de muita emoção, como se fosse uma história ficcional. A divisão de capítulos e a homenagem para Xexéo também são pontos que merecem ser ressaltados. Dentre as inúmeras passagens descritas, destaco o momento do recado que Gilberto manda para sua atriz e escudeira Claudia Abreu, a sua felicidade em montar as minisséries Anos Dourados e Anos Rebeldes, além do fenômeno atemporal colocado em Dancin’ Days, Vale Tudo e Celebridade.

Li em cerca de duas semanas toda a biografia e pude confirmar aquilo que já sabia: a trajetória de Gilberto Braga foi uma das mais lindas já vistas na TV Brasileira e é de ser reverenciada para milhares e milhares de gerações. É por isso que “Gilberto Braga – O Balzac da Globo” pode ser considerado um livro de cabeceira.

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